Feridas no peito que são suturadas podem ser abertas, a tesoura não precisa ser muito afiada para que lembremos como a ferida arde, dói e incomoda, não precisa de muito para reviver a dor latejante do coração e alma rasgados. Tudo que é necessário para se cortar a linha que mantém uma ferida fechada é a memória, cujas lembranças não podem ser apagadas ou para sempre perdidas, apenas podem ser engavetadas, mas toda gaveta tem seu momento de ser aberta mesmo que não seja por você ou alguém que te ame, qualquer desconhecido ou mal intencionado abre a gaveta te arrancando um grito agoniado. Pense duas vezes antes de ferir alguém achando que uma linha, apelidada de Tempo, conserta tudo. Espero que alguém sussurre palavras mágicas no meu ouvido para que minha ferida cicatrize, afinal, é melhor acariciar a minha pele e notar a cicatriz do que tocar a ferida e a angustia retornar.
Giulia Campanha
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Máscara Frigida
Essa máscara que cobre seu semblante, mas não oculta seus olhos tão significativos, não é eficaz com quem lhe ama. A máscara parece frígida, mas os olhos queimam, a máscara se mostra desinteressada, mas os olhos são especulativos e temem e amam seu redor. A máscara que cobre o sorriso, que seca as lágrimas, que enrijece a face e barra as palavras em contraste com os olhos que o sorriso escondido faz cintilarem, que as lágrimas molham, que a confusão da alma faz com que o negro da íris pareça profundo. Só quem lhe ama poder ver seus olhos, desde que você os mantenha abertos.
Giulia Campanha
domingo, 19 de setembro de 2010
Nem Tudo Na Foto
Fotografe este beijo tão intenso, a minha pele arrepiada, meu corpo entrelaçado ao dele, pode parecer uma foto comum, mas só eu quando admirar essa fotografia saberei como meu coração oscilava ou as moléculas do meu corpo dançavam com cada movimento do corpo dele. Passaram longe da lente da câmera os detalhes que fizeram deste momento excepcional, pode fotografar, não importa que digam ser uma imagem banal ou corriqueira, eu estava lá. Ele temendo ser nosso ultimo encontro, eu duvidosa se o sentimento era real, você simplesmente observando e fotografando, julgando o que não poderia ver. Confusos e massacrados pelo medo das surpresas do futuro tudo quer queríamos era mais uma vez estar juntos, mas você sempre fotografando e transformando algo sublime em um erro surreal. A fotografia logo se espalha e passa por todos os olhares de críticos rigorosos que se acham respeitosos, mas eles têm mentes insanas e desregradas como você. Cuidado fotógrafo, os críticos também tem máquinas e você não se torna imune a elas por fazer ou ter feito um dia o uso de uma.
Giulia Campanha
Assinar:
Postagens (Atom)


