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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Minha coisa simples de mais para encontrar

Estou procurando por algo simples, mas que ainda não sei o que é, mas quando eu encontrar eu saberei que era aquilo que eu estava procurando. Talvez esteja próximo de mim, olhando para mim, mas eu ainda não o encontrei, mas quero encontrar logo, preciso de algo simples em que eu possa confiar como recomeço. Então enquanto isso, fico tentando encontrar algo complicado que distraia minha mente até que eu tropece no que eu venho procurando sentir. Ando por todos os lugares, ando fechando meus olhos e tentando enxergar, onde está escondida minha coisa simples? Não sei mais por onde andar. Coisa simples, por onde você anda? Talvez esteja por aí também, tentando esbarrar em mim. Quero encontra-la logo, estou sentindo o tempo escapar pelos meus dedos e não sei qual é a validade de um recomeço. É tão simples que a vida me ensinou a não encontrar.


Giulia Campanha

quinta-feira, 10 de março de 2011

meu eu indignado

Às vezes acho que não sou daqui, ninguém enxerga através de mim, meu silêncio é mal interpretado, meus gestos parecem estar sempre sendo vigiados. Ninguém se lembra das coisas que eu nunca vou esquecer e o que muitos chamam de rancor eu chamo de mágoa. Eu queria tentar olhar a sociedade de outra perspectiva, mas não aguento tanto preconceito tentando me influenciar, tentando fazer que eu seja sempre a peça que parece não se encaixar. Eu gosto da glória de poder chorar sem me sentir menor na vida, de sorrir por poder sair da rotina, de poder entender minhas próprias poesias, de felizmente deixar a vida decidir o que devo fazer. Estava satisfeita com a simplicidade das coisas, mas cresci e notei o prazer que as pessoas tem de dificultar tudo sabe-se lá o porquê. Cansei de esperar uma cena de cinema acontecer, cansei de tanta gente equivocada falando muito e no final não dizendo nada, hoje a casa pode cair que eu não vou fraquejar, aprendi a lutar por mim.


Giulia Campanha 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

limite da verdade com a mentira

Os sinceros não são maus, o que acontece é que a realidade é ruim e quem diz muitas verdades parece ser cruel. Para muitos mais vale uma doce mentira do que uma verdade amarga, mas até onde a doce mentira continua inofensiva e até onde a amarga verdade pode ser evitada? Os diferentes conceitos sobre os limites entre inofensivo e dispensável causam dores e rancores já que muitas pessoas preferem a dura realidade a mais perfeita ilusão. Seja quem for que se diz com a razão, o que preferia saber da verdade ou o que escolheu esconder algo para proteger, não há certo e errado até o limite ser descoberto, decifrado. Convém tentar achar o limite que se encaixe no hábito social, mas isso até encontrarem um equilíbrio entre razão (verdade que assusta) e o coração (mentira de quem tenta poupar alguém).

Giulia Campanha

 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Novo

Não vou lhe desejar um ano melhor do que o ano que está terminando, lhe desejo que você possa cumprir as promessas que faz em todo janeiro e em todo dezembro choraminga por não tê-las feito valer. Desejo que você tenha força de vontade para lutar durante, aparentemente, longos 12 meses e muita determinação para levantar quando estiver exaurido. Não desejo que se submeta a esperanças de que a cor da sua roupa (íntima, casual ou festiva) ao badalar da meia noite transformará sua vida em conto de fadas, em algo melhor do que já era, eu desejo que você olhe para si mesmo à meia noite e veja uma pessoa capaz de fazer com que o ano que está vindo seja melhor. Deseje a seus inimigos que tenham clareza para que a vida os possa ensinar algo de bom, aos seus amigos deseje apenas saúde e se encarregue de dar-lhes felicidade, apoio e compreensão, aos pais eu gostaria que tivessem vida longa já que 12 meses a mais vai ser sempre pouco ao lado deles, então aos seus pais não deseje nada, apenas diga que os ama. Desejo que todos possam fazer com que o seu ano novo seja feliz.




Giulia Campanha

Dedicado a Débora que não saiu do meu pé enquanto não escrevi o texto de final de ano haha

domingo, 28 de novembro de 2010

Eles

Em meio a tantas formas de amores, tantos medos e tantas dores. Apenas um suspiro que solto e me entrego como réu de pensamentos profundos e distantes, paranoias e agonias, devaneios. Perco-me em lembranças que me entorpecem e me preencho de felicidade por ter vivido o pouco que já vivi, orgulho de ter crescido o pouco que já cresci. No final da viagem por minhas memórias vejo que minha maior façanha foi ter deixado que Eles me encontrassem. Eles que fizeram minha autoestima para que eu pudesse ser alguém e ter orgulho da minha existência. Eles, meus amigos, são a maior façanha de toda a minha vida. Eu que lutei para encontra-los, mas foram eles que me encontraram e enxergaram meus valores e atenuaram meus temores. Acordo do meu sonho acordada e a única vontade que tenho não é de lhes agradecer, mas sim suplicar: nunca saiam da minha vida, eu não saberia viver em um mundo que vocês não existissem.

Giulia Campanha


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

By Myself


E eu que sempre soube da minha petulância, não percebi quando se tornou arrogância! Parando para notar essa transformação e me sentindo completamente na contra mão, meu pescoço parece não suportar o peso da minha cabeça tão sobrecarregada pela bondosa consciência. Tudo bem senhorita consciência, me torture com meus atos que só agora os notei descabidos, mas não tente fazer com que me arrependa de tê-los feito. Posso me martirizar por não ter feito diferente, mas o orgulho que sempre me caracterizou tanto, não me deixa arrependida dos atos precipitados, apenas quero na próxima vez fazer diferente, com calma e cautela. Diga-se de passagem, consciência, por que apesar de tentar-me ao arrependimento, sei quem sou: petulante, orgulhosa e arrogante (de passagem). Petulante ao favor de meus ideais, orgulhosa de ser quem sou e arrogante com quem não noto traços de sinceridade, é o meu eu querendo viver tranquilo sem baixar a guarda, esperando traições de todos os lados e batendo os joelhos no chão para agradecer a qualquer poderoso chefão pelos queridos, leais e pacientes amigos que me acalmam em qualquer incidente. Não sou nenhum anjo, nenhuma sombra do mal, apenas humana.
Giulia Campanha

domingo, 17 de outubro de 2010

Entre mentiras, escuridão e clareza

Quero fechar os olhos e me iludir achando que a escuridão a qual me entrego é mais confortante e menos aterrorizante do que a clara realidade que me cerca.


Por favor, entenda, é mais fácil para o humano esconder essa realidade no escuro do que vive-la intensamente quando tudo parece desmoronar. Essas almas fracas que por tão pouco se dizem exauridas e por tão pouco já gritam vitória, pobre almas.

Como todos encontram conforto na escuridão? A escuridão sempre me pareceu tão assustadora e angustiante, como a consciência se sente satisfeita na escuridão? Como conseguimos tapear a consciência?

Tudo bem, vamos tapear a vida, mas a morte não se tapeia e ninguém quer chegar no momento da verdade sabendo que viveu uma mentira.

Apesar de os querer fechados manterei meus olhos abertos.

Giulia Campanha

sábado, 2 de outubro de 2010

Só para agraceder

Comecei a escrever como forma de amenizar minhas dores, meus mais temidos e escondidos amores, minhas mais salgadas e ardentes lágrimas, queria expressar meus mais incríveis e inesquecíveis momentos de clareza e felicidade. Comecei tentando escrever canções, mas elas ficaram sem rima e sonoridade, pensei em talvez os transformar em poemas, mas não havia simetria em absolutamente nenhum deles, quis que se transformassem então em simples desabafos e anotações dos meus dias marcados por diferentes anseios. Eu optava por escrever e nunca mais reler, optava por registrar aqueles sentimentos apenas para fugir da insanidade.

Um dia resolvi passar por cima do meu ideal de escrever e jogar fora, reli e conclui que eram canções sem ritmo e sem sonoridade que só eu sabia cantar, poemas que só eu sabia como declamar, sentimentos profundos que só eu sabia conte-los e só eu sabia como era conviver com estes. A pedido das minhas amigas, as quais eu admiro, fiz este blog cujos textos me abriram muitas portas após passarem a serem conhecidos por alguém além de mim.

Gostaria de agradecer a estas amigas que me incentivaram, as pessoas que lêem os textos, as pessoas que gostam e divulgam e as pessoas que tentam me ajudar para um futuro na escrita, fui convidada para escrever um artigo no jornal. Essas portas abertas e o reconhecimento pela minha escrita me trouxeram um novo estado de espírito, mais solto, mais incentivado e sem dúvidas, mais feliz.

Muito Obrigada

Giulia Campanha

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Delírios

Vejo nuvens em contraste com os raios de sol, ouço a harmonia dos pássaros cantando, sinto uma tranquilidade que deixa meu espírito completamente relaxado, sorrio para o nada como se tudo estivesse bem. Como desvendo esse mistério? Já sei, estou com febre.

Ps: estou sumida por culpa de uma gripe horrível e estou me sentindo na Califórnia a 39°C e tremendo como se estivesse a 0°C

Giulia Campanha