domingo, 11 de setembro de 2011

Nada bem escrito, só raiva pra dividir

Eu já tive pessoas por quem eu morreria, por quem eu mataria, por quem eu fugiria sem nem pensar duas vezes. Assim como tive pessoas que pensei que fariam o mesmo por mim. O tempo passa, você se desgasta, quase se mata para ver alguém sorrir. O relógio continua rodando e a cada hora mais você se esforça para ver alguém ser feliz. Chama pessoas para a sua casa, permite que se sintam a vontade no seu espaço, na sua mente, no seu coração. Permite que entrem no seu íntimo, que saibam seus medos e seus maiores segredos, mas sempre se preocupa mais com o que elas temem, porque o que você quer é protegê-las. Mais o tempo passa e você necessita de alguém do seu lado, e quem vai te dar a mão não é quem você sempre cuidou, a ajuda e a consideração vêm de onde você menos espera. Você se decepciona com quem você tanto se importou e no final nem do seu lado passa. A dor te consome, você tenta se culpar, tenta voltar ao que era antes, mas mais uma vez o tempo passa e você nota que esse alguém já não é mais tão importante, que só traz a você um nó na garganta e agora você passa a dar valor as pessoas certas.

3 comentários:

Lillo Dogmez, o licantropo. disse...

ISSO! COLOCA A RAIVA PRA FORA! GRITA! UIVA! LIBERE SEUS INSTINTOS! ESQUEÇA SEUS PRINCÍPIOS! ADORO ADRENALINA CORRENDO NO SANGUE DE UMA MULHER ENFURECIDA! ISSO DÁ NAMORO!

DEPOIS DE LER O COMENTÁRIO, PASSA LÁ:
http://thebigdogtales.blogspot.com/2011/09/o-monge-e-o-licantropo-3-parte.html

Cláudia Benevides disse...

Giulia,
Conheci teu blog por uma visita que um amigo seu fez no meu e me convidou para passar por aqui.
Parabéns! Amei.
Fiquei perdida tempos por aqui lendo teus textos
Bjos
http://draclaudiabenevides.blogspot.com/

Anônimo disse...

Quando o amor acaba, o monstro que estava escondido debaixo do tapete da
sala acorda e domina rapidamente o apartamento. Frases que nunca deveriam
ter sido sequer pensadas são pronunciadas com a determinação dos carrascos. Não se pode atravessar uma ponte que foi queimada; com as palavras acontece a mesma coisa.
Agora os dois se olham e sabem que não têm mais o que fazer. Dentro deles há uma dor contínua, uma tristeza que sai pelos olhos. Os dois corações estão vazios, porque no lugar daquele amor todo agora não existe nada. E a vida segue assim, imperfeita.